sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

A CIDADE DOS MORTOS




















Quem vagueia
Entre vielas e ruas estreitas
De um cemitério qualquer
Espreita as sepulturas
Inebria-se no perfume das flores
Acaricia as ruidosas coroas
Lê lápides com se um livro fosse
Pensativo busca nos nomes e datas
Mistérios perdidos no tempo
Histórias, romances e dores.
Figura calada que cumprimenta ao aceno de cabeça
Aquele que vaguei no silêncio
A cada tumba vê e sente
A vida vivida por poeira de ossos e tecidos
Foram sonhos interrompidos
Vidas que um dia existiram
Em exuberantes trajetos
Restos de pó que ao vento se vai
Aquele que vagueia em busca de segredos
E viaja a cidade dos mortos
Sente a tranquilidade das sombras e o toque da morte
No perfume das flores e nos ruídos do silencio...
                                                                             
                                                             MariaLuizaSilva


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